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porGui Came

Catharina Sour por Gordon Strong – Uma cerveja brasileira de frutas com Kettle-sour

Catharina Sour

Tenho a sorte de viajar freqüentemente para eventos relacionados à cerveja, e sempre tento me manter atento para cervejas ou estilos interessantes. No último agosto, eu estava em Florianópolis, no estado de Santa Catarina, para uma competição de homebrew promovida pela acerva Catarinense. Quando julgamos o best-of-show, me disseram que havia um estilo local como um dos estilos possíveis, uma Catharina Sour. Perguntei ao organizador para descrever o estilo para mim, e fiquei surpreso quando ele me entregou um manuscrito completo em estilo BJCP. Era em português, é claro, mas reconheci o suficiente das palavras para entender a intenção – era uma ale de trigo de intensidade média (4-6% ABV) que tinha sido acidificada na panela de fervura (kettle-sour) e tinha adição de frutas tropicais frescas.

garrafa de cervejaEste exemplo, em particular tinha goiaba, uma fruta tropical particularmente aromática, mas também experimentei várias outras cervejas do tipo enquanto estava por lá, incluindo uma chamada Daenerys que tinha uma combinação de maracujá e pitaia – fruta de dragão / dragonfruit em inglês – (feita pela Armada Cervejeira localizada em São José, Brasil) e uma ótima tangerina sour (Cervejaria UNIKA Tangerina, com sede em Rancho Queimado, Brasil). Os habitantes locais arranjaram uma degustação adicional para mim, havia uma de goiaba e tamarindo, uma de framboesa selvagem, uma de butía (uma fruta da floresta, casualmente usada para saborear a cachaça), uma de abacaxi e uma de tangerina e uma com frutas misturadas.

O Brasil é um paraíso de frutas tropicais, muitas das quais não são exportadas, pois são muito frágeis. Os brasileiros enfatizaram que as frutas tropicais não são necessárias, mas a fruta fresca é – é uma cerveja de frutas, e você quer as melhores frutas que você pode encontrar, tornando este um projeto sazonal.

Quando eu descrevi esse estilo para algumas pessoas, eles me perguntaram: “Em que ela é diferente de uma Florida Weisse?” Eu vou confessar que nunca tinha ouvido falar disso como um estilo, então eu tive que fazer alguma pesquisa adicional. Aparentemente, existem semelhanças no uso de frutas tropicais na Flórida em um estilo Berliner Weisse. No entanto, a cerveja base se encaixa no estilo Berliner Weisse, então um Florida Weisse é realmente um tipo de cerveja de frutas (estilo BJCP 29A, estilo base é Berliner Weisse, com variedades de frutas adicionadas). A base para um Catharina Sour está fora do estilo para uma Berliner Weisse (é muito forte, tem mais alcool), então seria melhor como BJCP Style 28C (Wild Specialty Beer). É uma diferença sutil, mas pode causar confusão se julgado em uma competição estritamente ao estilo.

Eu veria Catharina Sour sendo adicionada às Diretrizes de Estilo BJCP no apêndice para estilos locais para o Brasil, pois é um estilo popular disponível em várias cervejarias, é distribuído comercialmente e tem um forte seguimento local. Fora do Brasil, poderia ser melhor dar uma descrição mais longa e inseri-la como uma 28C (Wild Specialty Beer).

 

História

No Sul do Brasil, há uma forte influência alemã da época colonial. Muitas pessoas têm sobrenomes alemães, e estilos tradicionais de cerveja alemã são bem reconhecidos e populares. Apenas não faça as piadas sobre a Segunda Guerra Mundial – ninguém acha engraçado.

O Brasil tem uma crescente cena de cerveja artesanal e eles usam as Diretrizes de Estilo BJCP como forma de aprender sobre novos estilos (um fato que foi surpreendente e humilhante para mim). Combine esses fatores com o conhecimento dos estilos alemães tradicionais e a ampla disponibilidade de incríveis frutas frescas, e a base para a experimentação é óbvia.

Alguns anos atrás, cervejarias artesanais e homebrewers no estado brasileiro de Santa Catarina começaram esta experimentação com cervejas azeda frutadas mais fortes e tomaram a iniciativa de definir formalmente um estilo como forma de desenvolver uma personalidade de cerveja local. Eu dei várias palestras na América do Sul sobre a fabricação de cerveja com ingredientes locais; desenvolvendo estilos com base em quais ingredientes estão disponíveis, e quais estilos combinam com eles é algo que eu recomendo. Então, estou particularmente satisfeito por descobrir cervejarias locais fazendo exatamente isso.

A definição formal para o estilo foi produzida pela associação de cervejarias caseiras do estado, e utilizada como base para oficinas em suas reuniões. Enquanto os brasileiros estão adicionando fruta a sua cerveja há muito tempo, essa definição de estilo é o primeiro passo no desenvolvimento de uma identidade local que ressoa.

 

Perfil sensorial

O Catharina Sour é basicamente uma Berliner Weisse mais forte (4,0 a 5,5% ABV) com trigo e malte Pilsner, IBUs baixo (2-8), com acidez lática e contendo frutas frescas. A cerveja deve ser leve e refrescante, e é altamente gaseificada. A acidez é equilibrada, mas proeminente, e a fruta sempre deve ter uma qualidade fresca e aromática. O tempo no Brasil é muitas vezes bastante quente, então oferecer cervejas refrescantes é um objetivo importante para os cervejeiros da região.

O nível de acidez é tipicamente moderado, mas não deve ser tão forte a ponto de ofuscar a fruta. A fruta pode trazer uma impressão de doçura, mas a cerveja deve ser bem atenuada. A amargura é tão baixa que não é perceptível. A acidez é o que fornece o equilíbrio ao caracter da fruta. O aroma e o sabor do lúpulo também não estão presentes.

Uma vez que a influência é Berliner Weisse, a qualidade da acidez merece menção. É necessária uma acidez lática limpa, não uma acidez funky, ou qualquer tipo de qualidade acética. O perfil de fermentação é neutro para que a fruta e a acidez tomem o centro do palco. O malte também é bastante baixo e não deve formar uma parte importante da cerveja.

Quando você pensa sobre a tradição de adicionar xaropes à Berliner Weisse para tirar uma parte do limite do azedo, você tem a idéia geral de Catharina Sour. A fruta está fornecendo essa suavidade que os xaropes fornecem na Berliner Weisse, mas é parte do estilo não é um aditivo ao tempo de servir. Isso explica a suavidade da acidez no acabamento da cerveja, não pungente como uma lambic.

A aparência da cerveja geralmente é conduzida pela fruta adicionada, mas deve ser relativamente pálida se a fruta não tiver cores proeminentes. A clareza pode variar de clara para turva, especialmente se as pectinas estiverem presentes. Mas, como acontece com a maioria das cervejas, eu acho melhor quando está mais clara. A alta carbonatação e o trigo se combinam para dar-lhe uma espuma grande e persistente, muitas vezes tingida com a cor da fruta.

O corpo da cerveja é relativamente leve, o que ajuda a manter a cerveja refrescante junto com o alto nível de carbonatação. Embora seja uma versão mais forte do Berliner Weisse, não deve ter nenhum aquecimento notável do álcool.

Ingredientes e métodos de fabricação de cerveja

Como uma cerveja de trigo, o trigo deve constituir uma parte significativa da grão (50% é comum) com o malte de Pilsner que compõe o restante. Maltes adicionais não são necessários, e os componentes de sabor adicionais não se encaixam no estilo. A mostura deve favorecer a atenuação, de modo que uma única infusão na faixa de 65 a 67°C (149 a 153°F) é apropriada.

O lúpulo quase não tem importência, mas é um estilo alemão, de modo que o lúpulo alemão é apropriado. Os lúpulos nobres de baixo alfa-ácidos são fáceis de usar, mas um lúpulo de amargor neutro, como Magnum, também pode ser usado. Apenas tenha cuidado ao usar demais; O amargor não deve ser notável. Só são utilizados lúpulos de amargoe, não há adições de aroma ou sabor que devam estar presentes.
O método para azedar é um aspecto muito importante para se discutir. Kettle-sour é a abordagem preferida. Embora o Sour Mashing às vezes seja usado, não irá gerar a mesma acidez limpa que acontece ao inocular cepas de Lactobacillus puras. O uso de ácido lático para fornecer a acidez não dará o mesmo nível de complexidade e pode adicionar um sabor metálico ou mineral que é totalmente indesejável.

Se puderem encontrar facilmente cepas puras de Lactobacillus, elas são uma boa escolha. No entanto, a maioria dos brasileiros está usando bebidas probióticas como fonte de Lacto. Eu era um pouco cético, mas os resultados falam por si mesmos – eles são muito limpos e agradáveis, e funcionam rapidamente se mantidos a uma temperatura quente (acima da temperatura corporal). Algo em torno de 40°C (104°F) funciona para a maioria das cepas, mas não deixe a temperatura chegar abaixo de 35°C (95°F).

Lactobacillus odeia o lúpulo, portanto, não adicione nenhum lúpulo quando o azedamento estiver ocorrendo. Apenas ferva brevemente para desinfetar o mosto, esfrie e inocule o Lacto, e mantenha o ar fora do recipiente enquanto o azedamento está ocorrendo. Purgar com CO2 e cobrir com plástico é o que muitas cervejarias fazem.

Monitorar o pH é praticamente a única maneira de dizer como o azedamento está progredindo. Deixar o pH atingir cerca de 3,2 está de bom tamanho, já que o mosto ainda precisa fermentar com leveduras de cerveja. Uma vez que o alvo do pH é atingido, ferva o mosto novamente para matar o Lacto, adicione uma pequena quantidade de lúpulo apenas para efeitos de conservação e prepare-se para fermentar usando fermento ale neutro e atenuante.

A fruta é adicionada após a fermentação, e deve ser muito doce e madura. Muitas frutas tropicais têm uma forte acidez, particularmente quando estão submersas. A fruta será adicionada ao gosto. Um bom ponto de partida é cerca de 10% do volume total da cerveja como suco de frutas. Experimente em pequena escala antes de se comprometer com o lote grande. O fruto irá variar por variedade e amadurecimento, então você sempre deve provar para garantir que esta parte está correta. O pH final da cerveja geralmente aumentará após a adição de frutas, então certifique-se de fazer sua degustação final depois que a fruta é adicionada. Um pH final de cerca de 3,5 é agradavelmente ácido sem a impressão de que vai arrancar sua boca fora.

Eu vi tantas frutas diferentes usadas neste estilo, acho que está bem aberto quanto à sua escolha. Eu vi muitas versões com uma única fruta, mas também vi duas combinações de frutas freqüentemente. O único que vi que tinha mais de dois frutos envolvidos foi uma combinação de frutas misturadas. Conseguir o equilíbrio entre frutas múltiplas é outra camada de complexidade que é provavelmente melhor evitada.

Ao usar frutas, certifique-se de tornar os sumos de frutas disponíveis e evitar taninos extras que possam causar astringência e dureza. O fruto que é congelado e descongelado rompe paredes celulares e torna os sucos disponíveis. Correr a fruta através de um juicer pode separar os aspectos mais vegetais da fruta, especialmente as sementes. Alguma fruta pode ser processada e espremida com um saco de voil para extrair o suco. Apenas esteja ciente de que as peles, sementes, hastes e outras porções vegetais da fruta levarão a maioria dos taninos, de modo a concentrar-se no suco. Se for utilizada polpa da fruta ou outra fruta processada, também remover as sementes e outras fontes de tanino. Se for usada alguma forma de concentrado, tente encontrar frutas puras e não frutas que tenham edulcorantes ou outros aditivos. As formas mais frescas de frutas são sempre melhores, mas podem ser difíceis de encontrar.

 

Exemplo de Homebrew

Eu tive a sorte de obter a receita que ganhou o best-of-show naquela competição que mencionei em Florianópolis. É uma Catharina Sour de goiaba do Daniel Dinslaken (graças a Fabito Koerich Ramos pela tradução do Português). Comparando-o com outros exemplos de cervejarias, acho que é bastante representativo deste estilo brasileiro.

Quando eu estava julgando a cerveja, pensei que tivesse maracujá nela. Até que eu voltei para casa e comprei uma goiaba fresca de um mercado asiático e achei que tinha um sabor forte de maracujá, combinado com pera. Antes eu só tinha goiaba como geléia, então eu estava em falta de aromas de goiaba fresca.

As notas da receita dizem que é uma receita Berliner Weisse com um aumento do teor de álcool, acidificado com Lactobacillus usando o método de kettle-sour, fermentado com levedura ale limpa. A goiaba fresca foi adicionada após a conclusão da fermentação primária.

O grist é bastante padrão, usando malte Pilsner e malte de trigo, sendo o trigo cerca de 36% da composição. Eu não teria nenhum problema em subir o trigo até 50% da receita. Uma mostura de temperatura única é usual para ajudar a quebrar o trigo e evitar um corpo alto. Uma breve fervura é realizada sem lúpulo para desinfetar o mosto antes da acidificação.

A técnica de kettle-sour é bastante típica, e envolve medir o pH em várias etapas. O mosto é primeiro acidificado para um pH de 4,5 usando ácido lático, para ajudar a evitar o crescimento bacteriano indesejado. Uma bebida probiótica é usada para fornecer uma cepa limpa de Lactobacillus e, em seguida, é permitido trabalhar a uma temperatura quente até o pH ser reduzido para 3,5. Lúpulos são usados ​​levemente após a acidificação ter ocorrido e atinge até um nível de 10 IBUs. Esta segunda fervura mata todo o Lactobacillus e ajuda a garantir um produto estável.

Uma fermento ale neutro é usado para fermentação primária, e a fruta é adicionada no final da fermentação primária. As notas da receita dizem que a fruta foi descascada, congelada, depois descongelada para ajudar a romper as paredes celulares e tornar os sumos de frutas mais disponíveis.

Se você entrar em uma competição, experimente a categoria BJCP 28C Wild Specialty Beer, mas especifique como um comentário que você está fazendo Catharina Sour (uma Berliner Weisse forte) com goiaba

Catharina Guajava

(19 L/5 galões, all-grain)
OG = 1,047 FG = 1,008
IBU = 9 SRM = 3 ABV = 5,2%

Ingredientes

2,7 kg (6 lbs.) Malte Pilsner
1,6 kg (3 lbs. 8 oz.) de malte de trigo
3 AAU Magnum hops (30 min.) (0,25 oz / 7 g a 12% de ácidos alfa)
2,5 kg (5,5 lbs.) goiaba fresca, descascada, congelada e descongelada
(3) 80 g garrafas Bebida probiótica de marca “Yakult 40” ( Lactobacillus casei Shirota )
SafAle US-05 ou outra levedura de cerveja limpa e altamente atenuante
200 gr açúcar de milho (no primming)

Passo a Passo

Ajuste a água de infusão com ácido lático, sulfato de cálcio e cloreto de cálcio para atingir um pH de mash de 5,3 com 70 ppm de cálcio e uma proporção de sulfato: cloreto de 1: 1. Eu usaria água de ósmosis reversa (RO) e ajustar toda a água de infusão até um pH de 5,5, depois adicione ½ colher de chá de sulfato de cálcio e cloreto de cálcio para o puré.

Esta receita usa uma mistura de passo com repousos a 50°C (122°F) durante 5 minutos, 67°C (153°F) durante 70 minutos e 76°C (169°F) durante 10 minutos. Lave e colete 24.5 L (6.5 galões) de mosto.

Ferver o mosto durante 10 minutos para desinfetar sem lúpulo, depois esfriar até 45°C (113°F). Acidificar com ácido lático a um pH de 4,5. Pitch the Lactobacillus (bebidas probióticas) diretamente na chaleira de ebulição. Selar a chaleira de ferver usando papel de plástico. Purgar com CO2 periodicamente. Mantenha a temperatura a 45°C (113°F) usando um aquecedor elétrico ou outro método por 36 horas ou até o pH atingir 3.5. Execute uma segunda fervura por 70 minutos, adicionando o lúpulo com 30 minutos restantes. Chill o mosto a 18°C (64°F), pulveriza o fermento e fermenta até SG 1,014. Adicione a goiaba e deixe a fermentação terminar.
Clarifique, se necessário. Coloque as condições de cerveja, primming em garrafa, ou embarrile e force a carbonatação.

 

porGui Came

Holanda Trip Cervejeira by Gio Tonello

Olá beudos nojentos, aqui vai um relato de mais uma trip cervejeira, essa que fiz com minha esposa, a Alice. Fizemos uma trip por Holanda, Alemanha e Itália. Passamos pelas cidades de Amsterdam, Munique, Veneza, Verona, Florença e Roma, e nessa trip incluímos muitos lugares cervejeiros.

Primeira parada: Amsterdam

Aaaah Amsterdam, capital da Holanda, vizinha da nossa querida Bélgica (dessa vez não deu, mas terá uma trip para lá). Muitas influências belgas estão em Amsterdam, principalmente, cerveja, batata frita e chocolate. Além da influência belga, tem o charme dos canais, as loucuras da red light, bicicletas aparecendo para todos os lados. Obviamente tem muita cultura cervejeira, numa viagem curta é ótimo ir para Amsterdam, a cidade consegue mixar as duas culturas.

Vamos aqui aos relatos cervejeiros de Amsterdam na Holanda.

Dia 1 na Holanda:

Red light

O primeiro dia desenrolou pela tarde, mas compreendeu boa parte de Amsterdam e de quebra encontramos uma cervejaria local. Fomos para Red Light, o lugar mais doido de lá. Primeira parada foi no St Cristopher Inn, que é um hostel e pub, onde meus amigos ficaram em 2012. Fui lá para nostalgia-los e tomei a primeira cerveja da viagem (tirando as Heinekens do vôo), uma Goose Island IPA. Comecei totalmente fora do Script local mas uma ipa sempre cai bem e a Alice pegou uma Jupiler. 


dois copos de cerveja da mesa

Jupiler e Goose Island


Cervejaria De Prael

Rodando pela red light encontramos um brewpub, a cervejaria De Prael, ela estava em minhas anotações, mas encontramos sem querer, entramos lá e peguei uma Tripel (a Willeke) para conhecer. Uma boa pedida, uma cervejaria local, um estilo da escola da região, dentro do estilo, ahhhh adoro Tripel!!!! Lembro que quando saímos, vi que tinha a régua com 5 estilos, meu vacilo, devia ter feito essa opção pois conhecia melhor essa cervejaria, mas a tripel foi uma ótima pedida. Como ainda tínhamos mais a visitar, ficamos por isso na De Prael, com gostinho de quero mais. Ainda nesse dia, pegamos uma cerveja e uma sidra num mercado e descobrimos que na rua só podia beber nos canais, exceto na própria red light, devido o seu movimento.  A cerveja que peguei foi minha primeira Brouwerij ‘t IJ, outra Tripel, bebemos no canal e seguimos viagem na red light.


Luminoso da cervejaria

De Prael

copo de cerveja sobre a mesa

Trippel


Dia 2 na Holanda:

Heineken Experience

Heineken, aaaaaaah, enquanto escrevo estou tomando uma. A lager! Sempre quando não tem uma cerveja minha ou diferente, tô na Heineken… Tudo acaba em Heineken. Então, obviamente, deveria ir na Heineken ExperienceDica, sempre é cheio lá, então reserve seu ingresso do Brasil. Reservamos para às 11 horas, mas eu ansioso como sempre, causei o terror na Alice e chegamos às 9 horas. Além de ter passado numa feirinha, demos uma volta no quarteirão e encontramos um mercado, o Dirk!!!!!!!!!! Puta que pariu, esse mercado tem uma área só de bebidas alcoólicas. O leque de cervejas era animal: la trappe, chimay, St Bernadus, De molen e etc. Já avisei a Alice que depois da Heineken voltaríamos.


botton da ccdbr em frente a fabrica da heineken na holanda

Heineken Browerj


A Heineken Experience cumpre bem seu papel, explica as etapas de como faz uma cerveja (dando ênfase na levedura A), mostra os equipamentos da cervejaria e tem algumas coisas lúdicas, como coisas em realidade aumentada. Num contexto geral, como cerveja de massa, é muito boa pro público geral. No fim ainda ganha duas cervejas para tomar. Vale a pena a visita, cervejeiro, brahmeiro, sommelier ou não bebedor. Mas fica a dica: NÃO COMPRE O COPO DA HEINEKEN LÁ!!!!! No mercado que comentei acima, voltamos para pegar algumas cervejas: St Bernadus Abt 12, De molen Hel & Verdoemenis, Kriek Lambic da Morte Subite e a Tripel Karmeliet (que não canso de beber, mas está muita cara aqui no Brasil).


giovani em frente a tina de fervura

Tina de fervura de cobre

torneiras de chopp da heineken

Torneiras da Heineken


Supermercado Dirk

Entre cervejas e outras, encontrei o mesmo copo da Heineken vendido a um quarteirão de distância no Heineken Experience por uns 5 euros, e no mercado a uns 80 centavos. Fiz a festa nesse mercado!! Voltamos pro hotel e a noite passamos em mais lugares cervejeiros. Primeiro lugar da noite foi o Beertemple, esse bar eu ficava diariamente vendo no site o que estava engatado (assim como faço com o EAP), mas assim como o EAP, chegamos lá e achamos tudo meio caro, e muitas coisas puxada pra escola Americana (eu queria belgaaaaa, porraaaaaa). Peguei uma saison, a Northern Farm Eagle, da cervejaria Morebeer, da Holanda. Gostei, mas não me impressionou, tomei Saisons Brasileiras melhores (alooou Tony). 


prateleiras de supermercado com garrafas de cerjeva

Supermercado Dirk

garrafas de cerveja

Cervejas compradas no Dirk


Beertemple e Arendsnest/Lugar Inesperado

Depois saímos para o Arendsnest, bar cervejeiro igual e perto ao Beertemple, porém estava lotado, não dava pra pedir cerveja. 🙁 Achei que a noite acabava ali, maaaas Deus ajuda os beudos, e voltando pra linha de bonde para nosso hotel caímos num café (que é o boteco holandês, francês e provavelmente, belga), fui ver o cardápio, belgaaaaas, muitas belgaaaaas, pedi a MC Chouffe, irmã escura da La Chouffe, uma Dark Strong Ale. Que cerveja foda… Depois voltamos pro hotel e ataquei algumas daquelas que comprei no mercado hehehehe, destaque para Hel & Verdoemenis, puta RIS fudida da De Molen. Obs.: O Cervejeiro da De Molen tá vindo pra Slow Brew agora em novembro, e fará cervejas com a Trilha e Dogma.


Mc Chouffe

copos de cerveja no balcão

Beer Temple

rotulo de uma garrafa

Hel & Verdoemenis


Dia 3 na Holanda:

De Bierkoning

Eitaaaaa, esse dia eu quis transformar Amsterdam em Bruxelas, Holanda em Bélgica…. 


homem bebendo cerveja em frente ao bar

De Bierkoning


O dia começou com a gente indo pra casa da Anne Frank (OFF: visitem a casa/museu dela, história, 2a guerra, foda!), mas antes do nosso horário passamos num mercado do outro lado do canal, pedi uma Heineken às 9 da manhã. O vendedor olhou pra mim e disse: “Minha primeira venda do dia, uma cerveja….. comecei bem o dia!!!!” É rapaz, começamos, e ainda tinha muita coisa por vir. Depois da Anne Frank, o paraíso: De Bierkoning, a loja de cervejas de Amsterdam.


Bierkoning


Desde o planejamento da viagem, queria ir nessa loja para pegar a Westvleteren 12, e óbvio que peguei (mesmo com seus 14 euros), e ainda uma De Molen Vuur & Vlam (uma ipa que tomei no caminho), uma Gouden Karoulos Cuvee para levar no festival da Confraria Cervejeiros do Brasil (onde bebemos na madruga beudos kkkk), uma Kriek Lambic da Lindemans e uma Cantillon pros Lobinhos, que além de um monte de dicas cervejeiras que eles me dão, me deram uma dica espetacular para esse mesmo dia que contarei logo mais.


rotulo de lata de cerveja

Vuur & Vlam


Brouwerij ‘t IJ

A loja é espetacular se tivesse mais tempo e mais dinheiro, iria todo dia e pegava mais e mais cervejas, existia uma área só de lambics, uma de belgas/holandesas, americanas, inglesas e outras do mundo, além de uma parte de copos. Sai boquiaberto, mas o dia teve que seguir. Mais tarde fomos para uma cervejaria do outro lado da cidade a Brouwerij ‘t IJ, cervejaria local. Essa cervejaria tem uma coisa única em Amsterdam, em cima tem o único moinho da cidade (e o maior da Holanda), uma boa opção para você levar sua esposa para ela se encantar com o moinho e você beber hahahaha.


homem em frente ao moinho da cervejaria

Moinho da Brouwerij ‘t IJ


Nessa sim, pegamos a régua, que tinha cervejas da escola belga: Blond, Dubbel, Tripel, Witbier e Strong Golden Ale, a régua era acompanhada de queijinhos da Abadia ST Bernadus, e além da régua peguei uma Black Rye IPA e uma IPA. O lugar é meio cheio, mas era um sábado. Vale muito a pena a visita, cena artesanal pega forte lá, além da escola belga. Visitem!!!


regua com copos de cerveja e um prato de queijo

Regua cervejeira


Zwanze Day


homem segurando um copo na festa

Zwanze Day 2017


E depois, no meu roteiro inicial, iríamos talvez em algum bar, talvez delirium, ou nem isso, eis que, devido a dica dos Lobinhos que me deram no aeroporto indo para Amsterdam, descobri que teria o Zwanze day. Mas o que é isso?!?!? Zwanze day é o dia que há um lançamento anual do Cantillon, todo ano eles pensam numa cerveja doida e lançam num dia único no mundo, com barris espalhados por algumas cidades (NY, Bruxelas, Amsterdam, Berlin, Tókio,…) que serão bebidos somente nesse dia, enfim, único!!!!

Zwanze Day na De Druif

Essa Zwanze Day foi para comemorar o décimo oitavo aniversário do filho do dono da Cantillon. A cerveja para comemorar foi uma lambic de dois anos de idade fabricado com Oolong (Wulong), um chá azul-verde semi-fermentado. O bar escolhido para o Zwanze Day em Amsterdam foi o De Druif, por sorte bem próximo da Brouwerij ‘t IJ (já comentei que Deus ajuda os beudos né?), para beber tinha que pegar uma senha às 18 horas para beber só as 21 horas (horário local, mas todos os lugares do mundo estava seguindo o mesmo horário). Chegou as 21 horas, fui pegar minha cerveja. Teve fila pra pegar, conversei com o dono do bar, que até tirei foto com ele hehehe!! Peguei a cerveja!!! Puta cerveja funky, lambiczona, couro, deliciosa!!! A Alice odiou, hahaha, melhor pra mim!!!! Obrigado Lobinhos!!


copo de cerveja em frente ao bar

Zwanze Day no De Druif

dois homens bebados

“Vai Confraria”


Westvleteren12


Engradado de cervejas

Engradado de Westvleterens


Heeeey, mas faltava uma coisa ainda: Westvleteren12. Com medo de quebrar a garrafa nos vôos, preferi beber no mesmo dia, no hotel, e bebi ela lado a lado com a ST Bernadus Abt 12, que falam que é a mesma receita. Westvleteren12 é uma puta cerveja, muito arredondada, ótima, que Dark Strong Ale da porra, a Abt 12 já tinha mais presença de álcool, porém, ótima também, eram próximas porém não idênticas, mas a Abt 12 da pra enganar na abstinência de Westvleteren12.


duas garrafas de cerveja

Westvleteren XII e St. Bernardus Abt12


Depois desse dia maravilhoso, fui dormir igual criança pra aproveitar o dia seguinte, que é Oktoberfest!!!!!!!!!!!

porAlex Rodrigues do Nascimento

Fermento seco: Starter X Reidratação

Texto originalmente publicado no blog Ale.X Craft Beer

INTRODUÇÃO

No último post publicado neste blog traduzi um experimento do site Brülosophy em que foi investigado se havia diferenças perceptíveis entre uma mesma receita separada em dois lotes, um deles recebeu a levedura diretamente do pacote e o outro a levedura reidratada.

No texto de hoje, a comparação é entre a levedura reidratada e um starter (fermentação em pequena escala, na qual se busca a ativação e multiplicação das leveduras, tendo como principal objetivo garantir um número adequado de células viáveis para agilizar o início da fermentação da nossa cerveja, bem como propiciar um processo mais saudável).

Novamente, trata-se de uma tradução livre de um post original do site Brülosophy, na qual eu trago as principais informações, pinceladas com algumas opiniões minhas.

Ler mais

porGui Came

Trip Cervejeira Beudos Nojentos – Parte 2

Aqui vai um breve relato da produção de cerveja que foi ralizada no meio de uma trip cervejeira apelida de “Beudos Nojentos Trip”, por motivos que se mostrarão óbvios no decorrer do relato, entre este que vos escreve Gui Came e Thiago Dumorro, respectivamente Came Bier e Brejaria Dumorro.
Caso não tenha lido a primeira parte da trip, clique aqui.

Mapa com a rota da trip cervejeira

Mapa do roteiro cervejeiro

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porErik Lobinho

Eisbock, a cerveja congelada

Recentemente realizei uma brassagem de uma Eisbock com meu irmão Wesley, e após postar o vídeo no nosso canal do Youtube, fiquei surpreendido por muitos não conhecerem o estilo. Então, resolvi criar este artigo para detalhar mais o estilo.

Se desejar assistir ao vídeo da brassagem da nossa Eisbock, ele estará no final do post.

História da Eisbock

Eisbock, pronunciado “ice-bock”. Esta cerveja surgiu na Alemanha na década de 1890. Em suma, esta cerveja geralmente começa como uma cerveja Doppelbock, então é congelada o suficiente para que a água se cristalize e se separe dos sólidos e do álcool e, em seguida, a essência rica da cerveja é drenada produzindo uma cerveja doce e muito alcoólica. Com quase nenhum amargor.
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porbeerbot

Panela inox!!! Agora sim!!! Vida nova!!

Panela Inox

Apresentação do upgrade no equipamento com a nova panela inox da BBoximports.
Veja como montar a sua e como configurar um novo Ler mais

porGui Came

Trip Cervejeira Beudos Nojentos – Parte 1

Aqui vai um breve relato da produção de cerveja que foi realizada no meio de uma trip cervejeira apelidada de “Beudos Nojentos Trip”, por motivos que se mostrarão óbvios no decorrer do relato, entre este que vos escreve Gui Came e Thiago Dumorro, respectivamente Came Bier e Brejaria Dumorro.
Tudo começou com dois feriados em sextas-feiras seguidas (14 a 23 de Abril), um maluco de férias e o outro com banco de horas no serviço. Após algumas horas no Google Maps e Facebook, foi traçada a rota e os pontos para visita.

Mapa com a rota da trip cervejeira

Mapa do roteiro cervejeiro

    1. Belo Horizonte – Ouro Preto (105 Km)
    2. Ouro Preto – Capitólio (370 Km)
    3. Capitólio – Araxá (340 Km)
    4. Araxá – Divinópolis (340 Km)
    5. Divinópolis – Catas Altas (240 Km)
    6. Catas Altas – Belo Horizonte (120 Km)

Total de 1515 Km + 85 Km de andanças e caminhos errados = 1600 Km

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