Autor Gui Came

porGui Came

Holanda Trip Cervejeira by Gio Tonello

Olá beudos nojentos, aqui vai um relato de mais uma trip cervejeira, essa que fiz com minha esposa, a Alice. Fizemos uma trip por Holanda, Alemanha e Itália. Passamos pelas cidades de Amsterdam, Munique, Veneza, Verona, Florença e Roma, e nessa trip incluímos muitos lugares cervejeiros.

Primeira parada: Amsterdam

Aaaah Amsterdam, capital da Holanda, vizinha da nossa querida Bélgica (dessa vez não deu, mas terá uma trip para lá). Muitas influências belgas estão em Amsterdam, principalmente, cerveja, batata frita e chocolate. Além da influência belga, tem o charme dos canais, as loucuras da red light, bicicletas aparecendo para todos os lados. Obviamente tem muita cultura cervejeira, numa viagem curta é ótimo ir para Amsterdam, a cidade consegue mixar as duas culturas.

Vamos aqui aos relatos cervejeiros de Amsterdam na Holanda.

Dia 1 na Holanda:

Red light

O primeiro dia desenrolou pela tarde, mas compreendeu boa parte de Amsterdam e de quebra encontramos uma cervejaria local. Fomos para Red Light, o lugar mais doido de lá. Primeira parada foi no St Cristopher Inn, que é um hostel e pub, onde meus amigos ficaram em 2012. Fui lá para nostalgia-los e tomei a primeira cerveja da viagem (tirando as Heinekens do vôo), uma Goose Island IPA. Comecei totalmente fora do Script local mas uma ipa sempre cai bem e a Alice pegou uma Jupiler. 


dois copos de cerveja da mesa

Jupiler e Goose Island


Cervejaria De Prael

Rodando pela red light encontramos um brewpub, a cervejaria De Prael, ela estava em minhas anotações, mas encontramos sem querer, entramos lá e peguei uma Tripel (a Willeke) para conhecer. Uma boa pedida, uma cervejaria local, um estilo da escola da região, dentro do estilo, ahhhh adoro Tripel!!!! Lembro que quando saímos, vi que tinha a régua com 5 estilos, meu vacilo, devia ter feito essa opção pois conhecia melhor essa cervejaria, mas a tripel foi uma ótima pedida. Como ainda tínhamos mais a visitar, ficamos por isso na De Prael, com gostinho de quero mais. Ainda nesse dia, pegamos uma cerveja e uma sidra num mercado e descobrimos que na rua só podia beber nos canais, exceto na própria red light, devido o seu movimento.  A cerveja que peguei foi minha primeira Brouwerij ‘t IJ, outra Tripel, bebemos no canal e seguimos viagem na red light.


Luminoso da cervejaria

De Prael

copo de cerveja sobre a mesa

Trippel


Dia 2 na Holanda:

Heineken Experience

Heineken, aaaaaaah, enquanto escrevo estou tomando uma. A lager! Sempre quando não tem uma cerveja minha ou diferente, tô na Heineken… Tudo acaba em Heineken. Então, obviamente, deveria ir na Heineken ExperienceDica, sempre é cheio lá, então reserve seu ingresso do Brasil. Reservamos para às 11 horas, mas eu ansioso como sempre, causei o terror na Alice e chegamos às 9 horas. Além de ter passado numa feirinha, demos uma volta no quarteirão e encontramos um mercado, o Dirk!!!!!!!!!! Puta que pariu, esse mercado tem uma área só de bebidas alcoólicas. O leque de cervejas era animal: la trappe, chimay, St Bernadus, De molen e etc. Já avisei a Alice que depois da Heineken voltaríamos.


botton da ccdbr em frente a fabrica da heineken na holanda

Heineken Browerj


A Heineken Experience cumpre bem seu papel, explica as etapas de como faz uma cerveja (dando ênfase na levedura A), mostra os equipamentos da cervejaria e tem algumas coisas lúdicas, como coisas em realidade aumentada. Num contexto geral, como cerveja de massa, é muito boa pro público geral. No fim ainda ganha duas cervejas para tomar. Vale a pena a visita, cervejeiro, brahmeiro, sommelier ou não bebedor. Mas fica a dica: NÃO COMPRE O COPO DA HEINEKEN LÁ!!!!! No mercado que comentei acima, voltamos para pegar algumas cervejas: St Bernadus Abt 12, De molen Hel & Verdoemenis, Kriek Lambic da Morte Subite e a Tripel Karmeliet (que não canso de beber, mas está muita cara aqui no Brasil).


giovani em frente a tina de fervura

Tina de fervura de cobre

torneiras de chopp da heineken

Torneiras da Heineken


Supermercado Dirk

Entre cervejas e outras, encontrei o mesmo copo da Heineken vendido a um quarteirão de distância no Heineken Experience por uns 5 euros, e no mercado a uns 80 centavos. Fiz a festa nesse mercado!! Voltamos pro hotel e a noite passamos em mais lugares cervejeiros. Primeiro lugar da noite foi o Beertemple, esse bar eu ficava diariamente vendo no site o que estava engatado (assim como faço com o EAP), mas assim como o EAP, chegamos lá e achamos tudo meio caro, e muitas coisas puxada pra escola Americana (eu queria belgaaaaa, porraaaaaa). Peguei uma saison, a Northern Farm Eagle, da cervejaria Morebeer, da Holanda. Gostei, mas não me impressionou, tomei Saisons Brasileiras melhores (alooou Tony). 


prateleiras de supermercado com garrafas de cerjeva

Supermercado Dirk

garrafas de cerveja

Cervejas compradas no Dirk


Beertemple e Arendsnest/Lugar Inesperado

Depois saímos para o Arendsnest, bar cervejeiro igual e perto ao Beertemple, porém estava lotado, não dava pra pedir cerveja. 🙁 Achei que a noite acabava ali, maaaas Deus ajuda os beudos, e voltando pra linha de bonde para nosso hotel caímos num café (que é o boteco holandês, francês e provavelmente, belga), fui ver o cardápio, belgaaaaas, muitas belgaaaaas, pedi a MC Chouffe, irmã escura da La Chouffe, uma Dark Strong Ale. Que cerveja foda… Depois voltamos pro hotel e ataquei algumas daquelas que comprei no mercado hehehehe, destaque para Hel & Verdoemenis, puta RIS fudida da De Molen. Obs.: O Cervejeiro da De Molen tá vindo pra Slow Brew agora em novembro, e fará cervejas com a Trilha e Dogma.


Mc Chouffe

copos de cerveja no balcão

Beer Temple

rotulo de uma garrafa

Hel & Verdoemenis


Dia 3 na Holanda:

De Bierkoning

Eitaaaaa, esse dia eu quis transformar Amsterdam em Bruxelas, Holanda em Bélgica…. 


homem bebendo cerveja em frente ao bar

De Bierkoning


O dia começou com a gente indo pra casa da Anne Frank (OFF: visitem a casa/museu dela, história, 2a guerra, foda!), mas antes do nosso horário passamos num mercado do outro lado do canal, pedi uma Heineken às 9 da manhã. O vendedor olhou pra mim e disse: “Minha primeira venda do dia, uma cerveja….. comecei bem o dia!!!!” É rapaz, começamos, e ainda tinha muita coisa por vir. Depois da Anne Frank, o paraíso: De Bierkoning, a loja de cervejas de Amsterdam.


Bierkoning


Desde o planejamento da viagem, queria ir nessa loja para pegar a Westvleteren 12, e óbvio que peguei (mesmo com seus 14 euros), e ainda uma De Molen Vuur & Vlam (uma ipa que tomei no caminho), uma Gouden Karoulos Cuvee para levar no festival da Confraria Cervejeiros do Brasil (onde bebemos na madruga beudos kkkk), uma Kriek Lambic da Lindemans e uma Cantillon pros Lobinhos, que além de um monte de dicas cervejeiras que eles me dão, me deram uma dica espetacular para esse mesmo dia que contarei logo mais.


rotulo de lata de cerveja

Vuur & Vlam


Brouwerij ‘t IJ

A loja é espetacular se tivesse mais tempo e mais dinheiro, iria todo dia e pegava mais e mais cervejas, existia uma área só de lambics, uma de belgas/holandesas, americanas, inglesas e outras do mundo, além de uma parte de copos. Sai boquiaberto, mas o dia teve que seguir. Mais tarde fomos para uma cervejaria do outro lado da cidade a Brouwerij ‘t IJ, cervejaria local. Essa cervejaria tem uma coisa única em Amsterdam, em cima tem o único moinho da cidade (e o maior da Holanda), uma boa opção para você levar sua esposa para ela se encantar com o moinho e você beber hahahaha.


homem em frente ao moinho da cervejaria

Moinho da Brouwerij ‘t IJ


Nessa sim, pegamos a régua, que tinha cervejas da escola belga: Blond, Dubbel, Tripel, Witbier e Strong Golden Ale, a régua era acompanhada de queijinhos da Abadia ST Bernadus, e além da régua peguei uma Black Rye IPA e uma IPA. O lugar é meio cheio, mas era um sábado. Vale muito a pena a visita, cena artesanal pega forte lá, além da escola belga. Visitem!!!


regua com copos de cerveja e um prato de queijo

Regua cervejeira


Zwanze Day


homem segurando um copo na festa

Zwanze Day 2017


E depois, no meu roteiro inicial, iríamos talvez em algum bar, talvez delirium, ou nem isso, eis que, devido a dica dos Lobinhos que me deram no aeroporto indo para Amsterdam, descobri que teria o Zwanze day. Mas o que é isso?!?!? Zwanze day é o dia que há um lançamento anual do Cantillon, todo ano eles pensam numa cerveja doida e lançam num dia único no mundo, com barris espalhados por algumas cidades (NY, Bruxelas, Amsterdam, Berlin, Tókio,…) que serão bebidos somente nesse dia, enfim, único!!!!

Zwanze Day na De Druif

Essa Zwanze Day foi para comemorar o décimo oitavo aniversário do filho do dono da Cantillon. A cerveja para comemorar foi uma lambic de dois anos de idade fabricado com Oolong (Wulong), um chá azul-verde semi-fermentado. O bar escolhido para o Zwanze Day em Amsterdam foi o De Druif, por sorte bem próximo da Brouwerij ‘t IJ (já comentei que Deus ajuda os beudos né?), para beber tinha que pegar uma senha às 18 horas para beber só as 21 horas (horário local, mas todos os lugares do mundo estava seguindo o mesmo horário). Chegou as 21 horas, fui pegar minha cerveja. Teve fila pra pegar, conversei com o dono do bar, que até tirei foto com ele hehehe!! Peguei a cerveja!!! Puta cerveja funky, lambiczona, couro, deliciosa!!! A Alice odiou, hahaha, melhor pra mim!!!! Obrigado Lobinhos!!


copo de cerveja em frente ao bar

Zwanze Day no De Druif

dois homens bebados

“Vai Confraria”


Westvleteren12


Engradado de cervejas

Engradado de Westvleterens


Heeeey, mas faltava uma coisa ainda: Westvleteren12. Com medo de quebrar a garrafa nos vôos, preferi beber no mesmo dia, no hotel, e bebi ela lado a lado com a ST Bernadus Abt 12, que falam que é a mesma receita. Westvleteren12 é uma puta cerveja, muito arredondada, ótima, que Dark Strong Ale da porra, a Abt 12 já tinha mais presença de álcool, porém, ótima também, eram próximas porém não idênticas, mas a Abt 12 da pra enganar na abstinência de Westvleteren12.


duas garrafas de cerveja

Westvleteren XII e St. Bernardus Abt12


Depois desse dia maravilhoso, fui dormir igual criança pra aproveitar o dia seguinte, que é Oktoberfest!!!!!!!!!!!

porGui Came

Festa do Enterro

Ô cambada de Beudo Nojento, to aqui hoje pra falar da Festa do Enterro! Isso mesmo, juntamos os cervejeiros de panela de Belo Horizonte e região para abrir uma cova no Dia de Finados. Tudo isso, para enterrar algumas cervejas, e fazer disso uma festa. Ano que vem exumaremos as queridas garrafas e aproveitaremos para enterrarmos outra leva.

logomarca da festa do enterro, um caixao com uma cruz formada por uma pá e uma garrafa de cerveja

Logo e Adesivo da Festa do Enterro

 

Ideia

Tudo começou a um tempo atrás, na ilha do sol…. Não não não, nada disso, tudo começou no Festival da Confraria Cervejeiros do Brasil. Levei uma Double Oatmeal Stout e o confrade recem-conhecido Gabriel Mussiat (Maniacs, ex-WayBeer, ex-Zip Line) elogiou tanto a cerveja que acabou confessando 2 bombas. A primeira (momento ego inflado) é q a minha humilde cerveja tinha sido uma das melhores oatmeal stout nacionais que ele já bebeu, a segunda e mais importante/interessante, é que ele tinha em casa uma garrafa de uma Oatmeal Stout envelhecida em barris de Cabernet Sauvignon da Zip Line (cervejaria que ele trabalhou nos USA) que já estava guardada há 5 anos.

homens em votla da mesa bebndo e copo com cerveja envelhecida 5 anos

Dumorro, Gabriel Mussiat e Gui Caram bebendo o estoque | Oatmeal Stout envelhecida em baú de Cabernet Sauvignon engarrafada a 5 anos

Quintal e divulgação

Como me conheço muito bem, sempre soube que jamais conseguiria guardar uma cerveja por mais que 6 meses. Por isso tive a ideia de aproveitar do meu quintal e enterrar o que sobrou dessa leva. Mas como um bom beudo jamais se embebeda sozinho, preparei um caixão maior do que o previsto e soltei o convite para os cervejeiros da região, o convite rodou rápido, facebook e whatsapp ajuda bastante nessa hora. Tamanha foi minha surpresa que os cervejeiros e cervejeiras profissionais já estavam sabendo do evento! Foi numa conversa dessa que encontrei com a Fabiana Bontempo da Cervejaria Brücke, que estava super animada para participar e ajudou na realização disponibilizados por um preço módico 1 barril de Summer Time, uma Session IPA para ajudar a refrescar os coveiros.

choppeira e banners

Came Bier com apoio da Cervejaria Brücke

Festa do Enterro

Tudo preparado, pá, enxada, pacetta, cavadeira, caixão montado, adesivos impressos, cera derretida, música na caixa, quintal podado e choppeira gelada…

Uma pequena espera, e pouco a pouco foram chegando os convidados mórbidos. Cada um com suas preciosidades para serem enterradas, a medida que iam chegando, ganhavam adesivos e se preparavam para a selagem com cera. Giovani da Tofempz e Fabão da Fire in the hole, respectivamente de São Paulo e Jundiaí, enviaram suas cervejas pelos Correios e apesar de não poderem ajudar a cavar, estavam presentes em espírito e cervejas.

Cada chegada trazia uma nova onda de ânimo na escavação, até que depois de muita escavação e cerveja, atingimos uma profundidade considerada o suficiente para que em um dia de escassez de cerveja eu me canse ou durma antes de atingir o caixão…

Para finalizar o enterro, contamos com a ajuda de uma corrente humana e um drone para fazer as fotos aéreas. Valeu Rodrigo!

tenda sobre o quintal

Tenda para os coveiros

corrente humana de cerveja

Corrente humana

cova aberta

Cova funda

Caixa com cervejas

Caixão com cervejas

pessoas com ferramentas ao pé da cova

Turma de coveiros

cruz e rosa em cima da cova

Enterradas

 

Participações

Como bem disse lá em cima, contactei vários cervejeiros de Minas Gerais e de outros estados também, afinal de contas, homebrew é um hobby sadio e a internet possibilita encurtarmos distâncias, alguns conseguiram mandar cerveja, outros mesmo morando perto tiveram contra-tempos e não levaram as garrafas, mas num rompante de brasileiridade deram um jeitinho de participar da Festa do Enterro, contamos com Tulio da Verace que estava produzindo enterrando na área da fábrica em Nova Lima e Jamal Awadallak do Beer School enterrando em seu próprio quintal em Toledo no Paraná.

 

 

É isso galera, ano que vem desenterraremos as cervejas e manteremos a tradição de realizar essa festa anualmente. Até lá!

Acompanhem em breve todas as fotos em www.festadoenterro.com.br

 

porGui Came

Trip Cervejeira Beudos Nojentos – Parte 2

Aqui vai um breve relato da produção de cerveja que foi ralizada no meio de uma trip cervejeira apelida de “Beudos Nojentos Trip”, por motivos que se mostrarão óbvios no decorrer do relato, entre este que vos escreve Gui Came e Thiago Dumorro, respectivamente Came Bier e Brejaria Dumorro.
Caso não tenha lido a primeira parte da trip, clique aqui.

Mapa com a rota da trip cervejeira

Mapa do roteiro cervejeiro

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porGui Came

Trip Cervejeira Beudos Nojentos – Parte 1

Aqui vai um breve relato da produção de cerveja que foi realizada no meio de uma trip cervejeira apelidada de “Beudos Nojentos Trip”, por motivos que se mostrarão óbvios no decorrer do relato, entre este que vos escreve Gui Came e Thiago Dumorro, respectivamente Came Bier e Brejaria Dumorro.
Tudo começou com dois feriados em sextas-feiras seguidas (14 a 23 de Abril), um maluco de férias e o outro com banco de horas no serviço. Após algumas horas no Google Maps e Facebook, foi traçada a rota e os pontos para visita.

Mapa com a rota da trip cervejeira

Mapa do roteiro cervejeiro

    1. Belo Horizonte – Ouro Preto (105 Km)
    2. Ouro Preto – Capitólio (370 Km)
    3. Capitólio – Araxá (340 Km)
    4. Araxá – Divinópolis (340 Km)
    5. Divinópolis – Catas Altas (240 Km)
    6. Catas Altas – Belo Horizonte (120 Km)

Total de 1515 Km + 85 Km de andanças e caminhos errados = 1600 Km

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